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ciclo 5_25_26
Local: vários locais
Data do evento: 11 de Maio de 2026 - 15 de Maio de 2026

Ciclo 5 – 2025/26


Processos em evolução. Onde o gesto ganha consistência.
 

Os processos consolidam-se e as criações ganham corpo. O percurso iniciado este semestre atinge agora uma nova etapa no Ciclo 5.

A Escola Superior de Dança apresenta o Ciclo 5, dando continuidade à programação deste ano letivo. Mantendo a matriz do trabalho desenvolvido em contexto de aula, este ciclo foca-se na evolução dos processos de criação e nas práticas de experimentação que têm vindo a ser aprofundadas ao longo dos últimos meses.

Sendo uma continuidade natural do ciclo anterior, este novo momento de apresentações académicas traz à cena o amadurecimento das propostas, explorando novas camadas de relação entre corpo, espaço e movimento. São trabalhos que refletem o percurso dos estudantes e a urgência de partilhar os resultados de um semestre de investigação artística.

As apresentações decorrem na CriArte by Cascais Jovem (Carcavelos), no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, nos Estúdios da Escola Superior de Dança e nos Jardins da Bombarda.


Entrada livre, sujeita à lotação dos espaços.


Foto: © ESD

PROGRAMAÇÃO

> 12 MAI | 10h30 + 15h00
> 13 MAI | 10h30
Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (Pequeno Auditório)

OIKOS  | criação de Ana Silva Marques com interpretação dos estudantes do 2º ano (Turma 42) do curso de Licenciatura em Dança 

OIKOS é uma peça coreográfica sobre o lugar que habitamos — físico, sensorial e coletivo.
Através do som, do movimento e da repetição, os corpos constroem uma casa comum, onde cada gesto provoca uma resposta e cada ação deixa vestígios.
O som percorre o espaço, o movimento ecoa entre os corpos e a matéria permanece como memória como rasto.
Ao longo da peça, os intérpretes constroem e transformam esse lugar partilhado, revelando como tudo o que acontece continua a existir para além do instante.
OIKOS convida a uma escuta atenta do corpo, do outro e do ambiente como algo vivo, onde cada ação cria um eco, tal como acontece no som e na vida, que guarda, transforma e devolve aquilo que nele acontece.


BOLSA EDUCATIVA II - O Eco de OIKOS

O Eco de OIKOS — Bolsa Educativa é uma atividade artístico-pedagógica que complementa a apresentação da peça coreográfica OIKOS. Após assistir ao espetáculo, o público infantojuvenil é convidado a participar numa aula interativa orientada pelos intérpretes que estiveram em palco.

Através da experimentação do movimento, da escuta e da resposta corporal, os participantes são encorajados a refletir sobre as ideias da peça, a revisitar gestos e dinâmicas coreográficas e a explorar a sua própria criatividade. A atividade propõe uma vivência prática onde o corpo se torna lugar de descoberta, expressão e relação com o espaço e com o outro.

A conjugação destes dois momentos — espetáculo e Bolsa Educativa — oferece aos jovens espectadores uma experiência imersiva na arte da dança, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico, da sensibilidade artística e da expressão pessoal, através da dança como prática educativa e criativa.

Atividade desenvolvida no âmbito da Unidade Curricular de Bolsas Educativas II, com intérpretes/alunos do 2.º ano (Turma 42), sob orientação da professora Ana Silva Marques.


> 13 e 14 MAI | 21h00
CriArte by Cascais Jovem (Carcavelos)

ESTUDO SOBRE A OBRA CHRONICLE DE MARTHA GRAHAM | orientação do estudo por Cristina Graça com interpretação de estudantes 2º ano do curso de Licenciatura em Dança 

Na celebração dos 100 anos da formação da Martha Graham Dance Company, a ESD apresenta, enquanto estudo, no âmbito da UC de Projeto, as secções Spectre – 1914 e Prelude to Action.

 

UMA CANÇÃO PARA AQUELES QUE TIVERAM DE PARTIR | criação de Cristina Graça com interpretação dos estudantes do 1.º ano (Turma 22) do curso de Licenciatura em Dança 

Inspirada no texto Carta a um Refém (1943) de Antoine de Saint-Exupéry, a peça reflete sobre as dificuldades enfrentadas por aqueles que, pelos motivos mais diversos, tiveram de deixar o seu país, a sua língua e a sua cultura para recriarem e ressignificarem as suas vidas no desconhecido. Eles são o Outro sobre quem pesa o medo; o medo sentido por quem chega, mas também o medo de quem acolhe, perante o que desconhece e não compreende. Haverá, para além das diferenças, uma forma de abraçar a dignidade e o sentimento de pertença?


BOLSA EDUCATIVA I – Turma 22

A partir da obra coreográfica dirigida pela professora Cristina Graça, no contexto da Unidade Curricular de Interpretação I, foi desenvolvido um processo de mediação artística com o objetivo de aproximar o público do processo de criação coreográfica. Assim, através de materiais expositivos e de uma conversa com o público pósespetáculo, ativam-se mecanismos de aproximação aos elementos imateriais das obras coreográficas ampliando as suas possibilidades de pensamento.

A atividade decorre sob a orientação de Ângelo Cid Neto, no âmbito da unidade curricular de Bolsas Educativas I, com a participação de estudantes intérpretes-criadores da turma 22 do 1º ano do curso de Licenciatura em Dança.


> 14 e 15 MAI | 15h00
   Estúdio C3, ESD (Edifício C - Piso 4)

QUANDO SE CAI, CAI-SE SEMPRE NO ESPAÇO, VAI-SE SEMPRE PARA ALGUM LUGAR E ATERRA-SE SEMPRE NALGUM SÍTIO. EM PRINCÍPIO…
| criações dos alunos do 1º ano do curso de Licenciatura em Dança, com orientação de Jácome Filipe

Uma relação íntima entre um cair e um deslocamento: começar a andar. Aqui não é como a história do
ovo. Sabemos exactamente qual deles vem primeiro. É preciso iniciar uma queda para que as pernas
tenham o que fazer. Isto se elas, as pernas, assim o desejarem. Senão podemos ir até ao fim, até
onde a queda acaba. E lá estamos nós, a ir de um sítio a outro. Parece não ser possível ir a lugar
nenhum enquanto caímos. Mesmo quando o corpo permanece no mesmo sítio. É exactamente neste
deixar ir, neste permitir, que nos começamos a perguntar sobre o que é cair. Para os Monty Python a
resposta eram os Silly Walks, provando que quando se vai para além da utilidade, outras coisas se
revelam sobre o seu significado. Assim, sem saber exactamente o que são essas coisas e o que é que
interessa saber, os alunos foram todos à procura. Com cada um dentro da paisagem da sua queda,
caíram em conjunto, até aterrarem aqui.

*Titulo e texto inspirados nas publicações On Falling e Uma Carta Coreográfica.


> 15 MAI | 11h00 + 14h00 + 16h00
Jardins da Bombarda, Largos das Residências

JARDIM “DA” BOMBARDA  | criação e interpretação de estudantes finalistas do curso de Licenciatura em Dança, com orientação de Francisco Pedro.
 

Neste Jardim “da” Bombarda habita- se entre o que foi, o que é, o que poderá ter sido e o que poderá vir a ser!
Observa-se a rotina daqueles que antes, depois e agora, habitam, habitavam e habitarão este lugar, onde vivências reprimidas, livres, loucas, felizes, angustiadas, esperançosas se nos afiguram perpetuadas nestas performances.

O publico é convidado a acompanhar este percurso, experienciando o jardim como território vivo em constante mutação, como um poço transformado em biblioteca, um tanque convertido em estufa, evocando ideais de memória, transformação e reinvenção, dentro de um espaço-tempo performático.

 

Bilheteiras:

Classificação etária M/6
 
  • Espetáculos no CC Caldas-da-Rainha -  mais informações e inscrições em educa@ccc.com.pt

  • Espetáculos na CriArte (Carcavelos) - Entrada gratuita mediante levantamento de bilhetes bilheteira da uma hora antes respetiva sessão. sujeita à lotação máxima sala.

  • Espetáculos no Estúdio C3 (ESD - Campus ISEL) - Entrada livre sujeita à lotação da sala.

  • Espetáculos nos Jardins da Bombarda - Entrada livre